A idéia de criação de um espaço de memória era antiga entre os sócios e diretores da entidade. Mas, somente com a Gestão de Alexandre Lopes Kireef, iniciada em 2006, é que se registrou a decisão de implantação do Museu da SRP. O projeto foi apresentado para a Diretoria em julho de 2007, através da iniciativa das associadas Elenice Mortari Dequech e Beatriz Campinha Garcia Cid. No mesmo ano, formou-se uma equipe de voluntários para o projeto que desenvolveram atividades de diagnóstico do acervo e levantamento histórico da entidade. Em 2008 elaborou-se a primeira planta arquitetônica do local em que seria construído o futuro Museu. Paralelo à definição da proposta museológica iniciou-se a organização documental que consiste em descrever e analisar seu conteúdo. Por decisão da Diretoria, no dia 23 de setembro de 2009, o prédio escolhido para o futuro museu foi o Pavilhão Aníbal Bianchini Rocha, que inclui a sala Nelson Maculan. A origem deste espaço data de 1965, na época funcionava como Laboratório de Análise de Solo conveniado à Secretaria de Agricultura do Estado até 1989. Desde a década de 1990, o pavilhão comportou outras atividades como a assessoria de imprensa durante as Exposições e o trabalho da equipe técnica do projeto do Museu, que ocupava o espaço para organizar e guardar o acervo.
Definido o local do Museu, a arquiteta Denise Canabrava iniciou o projeto arquitetônico da reforma, com o circuito de exposição permanente elaborado conforme projeto museográfico e expográfico. As obras tiveram início em novembro de 2009, com a previsão de ser entregue antes de abril do ano seguinte, onde se comemoraria os 50 anos das Exposições Agropecuárias de Londrina. Exatamente, em abril de 2010, o Museu foi aberto ao público, com a obra finalizada, uma parte do mobiliário pronto e a instalação do arquivo deslizante.
O projeto completo e estruturado foi entregue na 51ª ExpoLondrina em 2011, realizada entre os dias 07 a 17 de abril. Com a oportunidade, houve uma recepção da Diretoria da Gestão de Gustavo Andrade e Lopes aos colaboradores, instituições de educação, cultura e museus no primeiro dia da feira, com início da cerimônia às 09h30min.
Preservar e difundir a história da entidade e sua influência sócio-econômica na região e no país.
Propor o incentivo da valorização e preservação do patrimônio cultural e da memória coletiva através de um amplo acervo composto de: documentos textuais, imagens, objetos e arquivos audiovisuais.
Cerca de 200 m² de exposição permanente (longa duração) que reconstitui 5 espaços temáticos:
Representa o ambiente do campo com elementos do lar e ofícios rurais através de ferramentas de artesanato, carpintaria e mecânica, utensílios domésticos e peças de produção alimentar, como a torrefação e moagem do café.
Através de uma Linha do Tempo o espaço resume a história da SRP desde sua fundação em 1946 apresentando os principais fatos e todas as gestões dos presidentes. Grande parte dos acontecimentos de maior relevância para a entidade está relacionada à agricultura e à pecuária como: a economia cafeeira, a criação do Iapar e a 1ª Importação do gado indiano no Paraná.
Apresenta o auge do Café na região e sua decadência com a geada, assim como cita as culturas de subsistência e agricultura comercial que se destacaram ou ainda possuem representatividade econômica como a soja.
Apresenta o auge do Café na região e sua decadência com a geada, assim como cita as culturas de subsistência e agricultura comercial que se destacaram ou ainda possuem representatividade econômica como a soja.
Tema reservado aos conceitos e curiosidades sobre outras produções e atividades da pecuária como: suinocultura, caprinocultura, ovinocultura, avicultura, cunicultura e aqüicultura.
Mostra a história e perspectivas sobre o melhoramento genético vegetal e animal. Alguns objetos de laboratório e de técnicas de inseminação artificial animal complementam o tema.
O ambiente, localizado na última sala, recorda o que há de mais tradicional na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina: o Entretenimento, o Julgamento de Animais e o Público presente no Parque Governador Ney Braga, através de vestimentas, imagens, cartazes e troféus. Os trajes expostos simbolizam a presença da Esquadrilha da Fumaça, o Show, o Concurso da Rainha da Exposição e o Rodeio.