Celso de Almeida Gaudencio - Pecuarista em Jacarezinho
A confluência de movimentos socialistas contrários aos titulares de terras e aos símbolos da produção rural brasileira - indica que a batalha esta perdida. Os vetores destruidores são constituídos no somatório dos movimentos socialistas e dos poderes que dá guarida e legitimidade a ação contraria a liberdade e a propriedade constituída.
Entre os vetores estão movimentos socialistas dos sem terras, ONGs, pastoral da terra, vias campesinas, da lentidão do governo federativo na retomada da posse, na conivência de órgãos agrários e ambientais, até no MPA, que usam a democracia, para atingir intentos tirânicos, na tentativa de deixar sem a propriedade ou sem liberdade no produzir.
Os argumentos são de natureza múltipla, desde índices de produtividade, que artificializam ao máximo a produção rural, pelo uso esarcebados de insumos, até exigências ambientais para desarticular economicamente o sistema produtivo. É exemplo disso considerar as Florestas e Campos Meridionais como sendo Mata Atlântica, exigir igual tratamento para toda a Amazônia Legal, inclusive para os milhões de hectares de cerrados e campos limpos ali inseridos. Espera-se, que a recuperação da Caatinga com vegetação arbórea, esteja sendo implantada, pois ali reside ação ambiental de maior impacto para o Brasil e para o mundo. A regeneração da Caatinga constitui no maior desafio de ação modificadora do ambiente no sentido de dar equilíbrio entre áreas florestadas e as usadas na produção de alimentos nos brejos férteis. Neste contexto como realizar o almejo da resistência rural diante a tais ameaças ocorridas nos dois últimos governos? desacelerar o expansionismo agropecuário, no quanto e no como produzir. Isto é, em todo Estado Federativo em que houver invasões, multas descabidas, e morosidade na retomada de posse, diminuir o tamanho ou o grau tecnológico da produção. Que influirá negativamente na balança comercial, na oferta de alimentos e na tributação. Caso ocorra retaliação na disponibilidade de crédito, por si só ocasionará diminuição de produção desejada. Cada produtor sem ferir a liberdade individual, colabora com pequena parcela na diminuição do empreendimento, unidos mas sem caracterizar desobediência civil, pois cumprirá com todas leis vigentes, assegurando a liberdade em como tocar a produção rural. Dependendo das correntes reacionárias ocorrentes maior ou menor será a produção no campo. Os governos estaduais terão papel fundamental nesse processo, garantido o direito a propriedade e qualquer tentativa de esbulho. Os preços achatados dos produtos rurais proporcionaram a sustentação do plano real e a reeleição de dois presidentes. Chegou à hora de modelar o almejo da resistência, através da política de produção, única arma que o agropecuarista dispõe - quanto e como produzir - a batalha foi perdida, mas não a guerra absurda entre irmãos.
Fonte: Tribuna do Vale- Editorial, pg 2. Jacarezinho/ PR