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08/03/2006
Fato Rural - Fev/Mar 2006 - Suinocultores discutem ações para melhorar as técnicas de produção e comercialização do setor

Representantes do setor produtivo de carne suína reuniram-se no final de janeiro, em São Paulo, em evento promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), para discutir ações de incentivo ao produtor rural. Na oportunidade, debateram a implantação de um convênio entre a ABCS e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para a criação de uma comissão de estudos que normatizará os procedimentos de produção e comercialização do segmento. O encontro contou a com a participação do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues.
Entre as principais ações discutidas na reunião estavam a liberação do produtor rural para efetivar contratos de comercialização diretamente com as redes de supermercados; a inclusão de novas indústrias para o setor de suinocultura; a definição de normas que estabeleçam a criação de novos cortes de suínos – supervisionados pela ABNT e a criação de uma representação federal na Câmara dos Deputados com a presença de 17 congressistas para defender os direitos dos suinocultores.
“São ações que buscam fortalecer, principalmente, o trabalho do suinocultor independente, ou seja, daquele produtor rural que fica a mercê das grandes organizações de mercado. Assim, ele também terá o direito de buscar linhas de crédito mais propícias para os seus projetos de trabalho”, afirma José Luiz Vicente da Silva, presidente da Assuinopar – Associação dos Criadores de Suínos do Norte do Paraná.
Para o presidente da ABCS, Rubens Valentini, o produtor de suíno não existe sem indústrias, sem fornecedores de insumos e serviços, sem varejo e sem consumidor. Ressalta ainda que o conceito de cadeia é a base do documento “Posicionamento Estratégico”, concluído pela entidade no final do ano passado.
Recentemente, a ABCS criou um Conselho Técnico Consultivo, reunindo importantes nomes de universidades e empresas e um comitê médico, destinado a referenciar o posicionamento da entidade quanto à adequação do uso da carne suína para o consumo humano.
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