Tema será um dos destaques do Fórum do Agronegócio, que reúne especialistas no dia 3 de setembro, no Parque Ney Braga, em Londrina
Para quem produz no campo, acompanhar o clima nunca foi opcional. Mas o avanço da tecnologia, a disponibilidade de dados e a necessidade de planejar uma produção cada vez mais eficiente estão mudando a forma como o agronegócio utiliza essas informações. Mais do que acompanhar se vai chover ou não, entender cenários climáticos passou a fazer parte das decisões sobre plantio, manejo, produtividade, custos e gestão de riscos.
Essa relação entre clima, eficiência produtiva e preparação para o futuro estará no centro de um dos debates da 7ª edição do Fórum do Agronegócio, promovido pela Sociedade Rural do Paraná (SRP) no dia 3 de setembro, no Parque Ney Braga, em Londrina.
Com o tema “Clima, carbono e sustentabilidade: da pressão à oportunidade”, o painel reunirá especialistas de diferentes áreas para discutir como o setor pode responder aos desafios ambientais sem perder de vista produtividade, competitividade e oportunidades para o produtor.
Entre os participantes está Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima, um dos principais nomes quando o assunto é transformar informações sobre o tempo e o clima em inteligência estratégica para produtores rurais e empresas do agronegócio.
Engenheiro agrônomo e agrometeorologista, Marco atua com previsão do tempo e consultoria em agrometeorologia desde 2008. Ao longo da carreira, já realizou mais de 2 mil palestras no Brasil e no exterior. Em 2016, fundou a Rural Clima, empresa especializada em inteligência agrometeorológica que atualmente monitora mais de 50 milhões de hectares.
A discussão ganha ainda a perspectiva da ciência e da pesquisa com Roberta Aparecida Carnevalli, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja. Engenheira agrônoma, mestre e doutora em Agronomia pela Esalq/USP e com pós-doutorado pela Massey University, na Nova Zelândia, Roberta atua na conexão entre pesquisa e os desafios encontrados na produção.
O debate sobre carbono terá a participação de Roberto Strumpf, gerente do Carbon Bank, do Rabobank, especialista com mais de 20 anos de experiência em mudanças climáticas, serviços ecossistêmicos e mercados ambientais. Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade de Sydney, Strumpf acumula experiência no desenvolvimento de projetos relacionados à redução e compensação de emissões, capital natural e créditos de carbono. Desde 2024, lidera o Programa Carbon Bank, iniciativa do Rabobank voltada ao mercado de carbono.
Também participa do painel Vinicius Ahmar, diretor de Programas do Instituto Arapyaú, organização que atua na construção de soluções relacionadas à agricultura de baixo carbono, regeneração e bioeconomia. A mediação será da jornalista especializada em agronegócio Angela Ruiz, que atuou por 25 anos na Climatempo.
Com diferentes perspectivas reunidas no mesmo painel, a proposta é discutir como ciência, inteligência climática, mercado de carbono, tecnologia e novos modelos de produção podem contribuir para um agronegócio mais preparado para os desafios ambientais e, ao mesmo tempo, capaz de identificar oportunidades de eficiência, competitividade e geração de valor.
Da pressão à oportunidade
A escolha do tema reflete uma mudança importante na forma de olhar para sustentabilidade dentro do agronegócio. Se, por um lado, questões ambientais e climáticas trazem novas exigências e desafios para a produção, por outro, também estimulam inovação, eficiência e novas oportunidades para o setor.
A discussão passa por questões que estão cada vez mais próximas das decisões de quem produz: como antecipar riscos climáticos? Como produzir com maior eficiência? Qual o papel da ciência e da tecnologia na adaptação dos sistemas produtivos? E como as novas demandas relacionadas a carbono e sustentabilidade podem se transformar em oportunidades para o agronegócio brasileiro?
Para a Sociedade Rural do Paraná, levar essas diferentes perspectivas para o mesmo debate é justamente um dos objetivos do Fórum do Agronegócio.
“Nosso propósito é trazer para o Fórum discussões que tenham relação direta com as decisões e os desafios enfrentados pelo setor. Quando falamos de clima, sustentabilidade e eficiência produtiva, estamos falando de questões que já fazem parte da realidade de quem produz. Reunir especialistas com diferentes experiências nos permite aprofundar esse debate e, principalmente, olhar para os caminhos e oportunidades que temos pela frente”, destaca o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Ilson Romanelli.
Uma discussão conectada ao futuro do agro
O painel integra uma programação construída para conectar diferentes desafios do agronegócio brasileiro. Com o conceito “O agro que produz, conecta e inspira”, a 7ª edição do Fórum também discutirá o Brasil como potência agropecuária e seu posicionamento no cenário internacional; rastreabilidade e confiança nas cadeias agroalimentares; e a relação entre comunicação, reputação e aproximação do campo com a sociedade.
O encerramento será com a palestra magna “O agro que produz também pode inspirar”, conduzida por Ismael Menezes, especialista em mercado agrícola e sócio-proprietário da MD Commodities.
Realizado no ano em que a Sociedade Rural do Paraná completa 80 anos, o Fórum propõe um olhar para os próximos passos do setor, partindo de uma mensagem central: o futuro do agro brasileiro dependerá não apenas da sua capacidade de produzir, mas também de antecipar transformações, gerar confiança, responder às novas exigências globais e fortalecer sua conexão com a sociedade.
Serviço
7º Fórum do Agronegócio
Data: 3 de setembro de 2026
Local: Parque Ney Braga (Pavilhão Internacional) – Londrina (PR)
Realização: Sociedade Rural do Paraná
Site: www.forumdoagronegocio.com